Em ordem alfabética, os membros da Academia Macaense de Letras: Adalberto Martins, Adriana Bacellar, Alessandra Linhares, Ana Lucia Nunes, Ana Paula Lima, Angelo Mário, Aurora Ribeiro Pacheco, Carlos Alberto de Almeida, Carlos Renato Carvalho, Cleber de Moraes, Conceição de Maria Rosa, Daiana de Souza, Dilma Negreiros, Edwilson Andrade, Elias Jorge Lago, Flavia Vasconcelos, Gabriela Barreto, Gerson Dudus, Gicélia Germano, Gilcilene Lourenço, Héverton Ribeiro, Isac Machado, Ivania Ribeiro, Marcelo Brandão Araújo, Márcia da Gama, Márcia Mathias, Margarete Monteiro, Maria Inêz Lemos, Mariúcha Corrêa, Nathalia Andraus, Raíla Maciel, Rildo Loureiro, Rute Ramos, Sandra Wyatt, Thais Pessanha e Zaira Gonçalves (Foto Azul Limão)
Em ordem alfabética, os membros da Academia Macaense de Letras: Adalberto Martins, Adriana Bacellar, Alessandra Linhares, Ana Lucia Nunes, Ana Paula Lima, Angelo Mário, Aurora Ribeiro Pacheco, Carlos Alberto de Almeida, Carlos Renato Carvalho, Cleber de Moraes, Conceição de Maria Rosa, Daiana de Souza, Dilma Negreiros, Edwilson Andrade, Elias Jorge Lago, Flavia Vasconcelos, Gabriela Barreto, Gerson Dudus, Gicélia Germano, Gilcilene Lourenço, Héverton Ribeiro, Isac Machado, Ivania Ribeiro, Marcelo Brandão Araújo, Márcia da Gama, Márcia Mathias, Margarete Monteiro, Maria Inêz Lemos, Mariúcha Corrêa, Nathalia Andraus, Raíla Maciel, Rildo Loureiro, Rute Ramos, Sandra Wyatt, Thais Pessanha e Zaira Gonçalves (Foto Azul Limão)

Academia Macaense de Letras reabre e reúne escritores, artistas e educadores em torno da cultura local

Em pleno centenário de Antônio Alvarez Parada, conhecido por Tonito, renasce a Academia Macaense de Letras, instituição criada por ele em 20 de fevereiro de 1963, mas adormecida nas últimas décadas. A instituição abre as asas sobre Macaé como uma fênix literária, invocando a força de um legado que se recusa a ser esquecido, em defesa da palavra e da cultura.

A Comissão Provisória da AML foi formada em meados de 2024, durante um encontro dos Escritores Prata da Casa, na Lyra dos Conspiradores, solo sagrado da arte local. Reunidos pelo amor às letras, seus membros lançaram as primeiras sementes dessa nova fase. Desde então, encontros, saraus e piqueniques literários têm sido organizados.

A proposta da AML é oferecer espaço e visibilidade aos talentos da terra, e manter viva a tradição literária que sempre atravessou a alma de Macaé. Com esse espírito de continuidade, a AML realizou a posse solene dos seus 36 novos associados, no dia 28 de maio de 2025, no Auditório do Colégio Luiz Reid. Em breve, eles ocuparão cadeiras históricas entre as 40 existentes, mantendo os nomes originais da fundação.

Exemplares das revistas editadas pela AML na década de 1960, período em que a academia estava ativa e pulsante no cenário cultural macaense.
Exemplares das revistas editadas pela AML na década de 1960, período em que a academia estava ativa e pulsante no cenário cultural macaense.

A reativação da Academia é um reencontro com o passado e, ao mesmo tempo, cria raízes profundas para o futuro. “Estamos vivendo um tempo especial. Este é mais do que um evento — é um reencontro com a nossa história, é a afirmação de um novo ciclo, que ressurge com energia, diversidade e propósito”, palavras da Comissão no evento de posse.

Antônio Alvarez Parada, nascido em 27 de dezembro de 1925, foi mais do que um fundador — foi um semeador de ideias. Ao lado de outros escritores, ergueu a AML em 1963 com a missão de preservar a memória intelectual da cidade. No estatuto aprovado por ele, deixou impresso no artigo 4º uma ideia que ressoa até hoje: “Os Membros Efetivos da Academia ocuparão cadeiras sob o patrocínio perpétuo de intelectuais macaenses falecidos ou de intelectuais que tenham tido em Macaé o melhor de sua atividade literária.

A nova configuração da Academia também reflete as transformações do tempo. Se no passado as cadeiras eram predominantemente masculinas, hoje se abrem para vozes femininas potentes — escritoras, pesquisadoras, educadoras e artistas que ampliam os horizontes da linguagem e imprimem novas perspectivas ao cenário cultural macaense.

Que a palavra continue sendo o elo mais forte entre passado e futuro, sonho e realidade”, destaca a presidente da Comissão, Ivania Ribeiro Silva, dando à literatura o seu lugar de honra.

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