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FAMÍLIA T21 MACAÉ ACOLHIMENTO QUE DÁ FRUTO

seg, 03/06/2024 - 11:01 -- Divercidades
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Créditos: 
Alle Tavares e arquivo

Ser diferente é normal e, como diz a letra de Gilberto Gil: ‘’Todo mundo tem seu jeito singular. De ser feliz, de viver e de enxergar’’. E é com essa premissa que a Família T21-Macaé, grupo de familiares de pessoas com Trissomia do Cromossomo 21 (Síndrome de Down), trabalha há oito anos. Lugar de acolhimento, de aprendizado e de muito crescimento, a associação começou com um grupo no WhatsApp, com quatro mães de pessoas com T21 e tem, atualmente, 87 famílias participantes.
A Família T21 une mães e pais de crianças, adolescentes ou adultos. Uma das fundadoras do grupo, Michele Catunda, explica como essa reciprocidade ajuda. ‘’Meu filho, Daniel, hoje tem 19 anos, está no 3º ano do Ensino Médio. Já percorri um longo caminho com ele, com escolas, médicos... e essas experiências, vamos passando para os mais novos’’, diz.E, assim, através do exemplo do Daniel, um menino que hoje encanta com seus vídeos no seu canal de YouTube Daniel DJ Batatinha, que Marina Rangel conheceu o grupo, após descobrir, no nascimento do seu filho, que ele tinha a Trissomia 21. ‘’Foi um misto de emoções. A alegria de viver aquele momento único com o medo que o conhecimento como fonoaudióloga me trouxe, já que eu sabia que viriam dificuldades extras. Foi então que lembrei da Michele, que tinha um filho já adolescente com T21’’, conta.
Ao fazer parte da Família T21 Macaé, Marina entendeu que o nascimento do Hugo mudaria não só a sua vida ou o seu cotidiano, mas seu mundo, dando origem ao Instituto Clube T21  (IClubeT21), com o princípio de “Conhecer, Respeitar e Incluir’’.
‘’Era necessário formalizar o instituto e, assim, a gente conseguir mais recursos públicos e privados para o desenvolvimento de outras famílias.  Hoje, o instituto é uma organização sem fins lucrativos, que promove ações que contribuem direta ou indiretamente de forma ativa no desenvolvimento de pessoas com T21’’, explica Marina, acrescentando que é necessária a desconstrução de estereótipos e reafirmar que o T21 não é uma doença e sim uma condição genética individual, e que cada pessoa é uma, com habilidades e manifestações diferentes.O IClubeT21 desenvolve, ainda, diversos projetos, e empresas ou pessoas físicas que desejam ajudar o Instituto podem entrar em contato através do Instagram @iclubt21. “Temos, por exemplo, a iniciativa ‘Trabalho Apoiado’, para alocação de pessoas com deficiências dentro das empresas. O objetivo é fazer com que essa relação seja produtiva, tanto para quem contrata, como para o contratado, e não apenas um cumprimento de legislação’’, destaca Marina. 

Texto Thamires Costa - Edição 67/2024

 

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