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Luiz Lelis, uma vida dedicada às artes cênicas em Macaé

seg, 23/01/2023 - 13:03 -- Divercidades
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 Luiz Lelis, aos 56 anos, atua paralelamente como presidente do Cineclube Macaé e é um dos conselheiros do Conselho Municipal de Políticas Públicas da Cultura de Macaé

Luiz Cláudio Lelis, um macaense de 56 anos, bancário aposentado, publicitário, gestor e ator. Marido da Fátima Jorge, pai da Maria Luiza e entusiasta apaixonado por cultura e arte. Luiz Lelis, como é chamado, é um dos fundadores do Grupo Teatral Acto, considerado o grupo mais antigo de teatro em atividade na cidade de Macaé, que tem como objetivo fomentar e produzir cultura através da mão de obra local e, ainda, preservar a identidade cultural do município com foco na inclusão social através de projetos socioculturais. 
Lelis conta que as artes cênicas chegaram na sua vida em 1984, quando encenou “Dois perdidos em uma noite suja”, de Moadyr Victorino e, logo em 86, o Grupo Acto foi fundado junto com Gilberto Alves e Jorge Machado de Paula, construindo muitas histórias ao longo dessa estrada. Uma delas é o Centro Cultural Rinha das Artes, espaço gerido pelo Grupo Acto. A Rinha é um espaço multimeios que foi inaugurado em 29 de janeiro de 2011 e abarca apresentações de artes cênicas e eventos culturais. “O Grupo Teatral Acto também é responsável por outros projetos como o Samba da Rinha, Sábado em Cena, Acto em Cena, Acto Comunidade e alguns outros. Hoje, nosso grupo é composto por 7 membros efetivos, mais os colaboradores”, diz. Macaé é uma cidade riquíssima em manifestações populares, culturais e artísticas e, apesar de contar com órgãos fomentadores, ainda há um caminho a ser percorrido, especialmente no que diz respeito ao trabalho feito pelos agentes culturais. “A gente precisa conscientizar a população acerca de políticas públicas de cultura sérias. Ainda se discute muito pouco. Nossos artistas precisam saber que nosso espaço também é deles. O macaense precisa saber que a Rinha também é dele. Restabelecer essa consciência, com a sensação de pertencimento mesmo. A arte é libertadora e o propósito dela é fazer com que todas as pessoas atinjam patamares de vida elevados, porque estamos aqui não para formar artistas, mas para transformar vidas”, pontua Lelis. Como sua história com a arte é vasta, Luiz Lelis atua paralelamente como presidente do Cineclube Macaé, onde o prédio desativado já foi palco para tantos espetáculos cinematográficos, e é também um dos conselheiros do Conselho Municipal de Políticas Públicas de Cultura de Macaé, onde se discute teatro, dança, música, artes visuais, plásticas e afins.
Uma curiosidade. O nome Rinha foi mantido propositadamente na Rinha das Artes pelo local ter sido uma Rinha de Galo, hoje proibida por lei, mas por muitos anos uma das maiores rinhas do país, com torneios de grande porte. Portanto, preservar a história foi importante como forma de homenagear o passado. “Lutamos pela nossa história, principalmente, por termos reaberto um local fechado por mais de 20 anos, revitalizando o centro da cidade”, destaca.

S.O.S. Rinha das Artes
Recentemente, o local foi alvo de vândalos que depredaram e furtaram vários itens, deixando um prejuízo de aproximadamente 20 mil reais. Iniciou-se, então, uma campanha em apoio e solidariedade aos gestores, e para aqueles que quiserem colaborar, foi criada uma Vakinha Online chamada: S.O.S Rinha das Artes. Basta acessar o link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/s-o-s-rinha.

 
Texto: Renatta Viana
Fotos: Arquivo
 

 

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