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Consumidor compulsivo

sex, 12/04/2013 - 11:18 -- Divercidades
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vitrine com descontos

A compulsão por compra é um transtorno mental e, quem sofre desse mal não consegue controlar o impulso. O distúrbio, geralmente, está associado à depressão, aos transtornos de ansiedade e ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Muitas pessoas com depressão ou sintomas depressivos, associam compras com melhoras no humor, ânimo ou disposição e desenvolvem compulsão não apenas pelo prazer ou desejo de adquirir o objeto, mas também, por serem bem tratadas pelos atendentes, pelo ambiente agradável das lojas e shoppings.

De acordo com a psicóloga Lia Honório, o compulsivo está submetido a uma dependência, assim como um alcoólatra, por exemplo. “Ele não consegue não comprar. Não importa o preço, se está em liquidação ou não. Não existe um motivo especial, ele simplesmente compra porque não consegue se conter ”, explica. Segundo ela, é importante diferenciar o comprador compulsivo do consumista. “Para o consumista o importante é possuir, e isto pode servir para diversas finalidades, como para se exibir, por exemplo. Já para o compulsivo, o importante é adquirir. Muitas vezes ele nem abre as embalagens do que comprou, nunca usa, ou até deixa as sacolas na loja com a desculpa de que voltaria pra buscar, e nunca mais volta”, ressaltou.

Como é um vício, o compulsivo apresenta as mesmas fases que qualquer outra pessoa dependente. As mãos suam, tremem e o grau de tolerância aumenta, ou seja, se antes comprar cinco camisas satisfazia, hoje é preciso comprar dez. “Tem pessoas que quando estão tristes, compram para se animar. Estas são consumistas. O compulsivo é tão viciado em compras que compromete todas as finanças, emite cheques sem fundos, pede dinheiro para parentes, amigos e é até capaz de roubar para sustentar o vício de adquirir algo”, explica Lia.

Segundo a terapeuta familiar, Sandra Barretto, há muitos casamentos se desfazendo por causa de problemas financeiros. “A renda que o casal ganha é do casal e não de uma pessoa só. Tudo deve ser feito às claras e compartilhado com o outro. Infelizmente muitas pessoas querem ter uma vida individualista, estando casado. Isto nunca dá certo”, reforçou. A compulsão pode vir através de outros transtornos como o de impulsividade, bipolaridade, depressão, ou em alguns casos, sozinha.

A família tem um papel muito importante, tanto no tratamento quanto no desencadear da doença. “A terapia familiar sistêmica acredita que o tratamento deve ser direcionado não só ao doente, mas à família, visto que o paciente não está sozinho, mas inserido num contexto onde fez florescer sua patologia”, explica.

Mas, há um critério para determinar casos de compulsão. Se a pessoa gasta cerca de cinco vezes o valor do seu salário, já pode procurar uma terapia. Há casos de mulheres que vendem seus pertences, como carro, por exemplo, para quitar dívidas de cartões de crédito. É importante a família estar atenta, pois o compulsivo terá que se vigiar todos os dias, alguém deve ficar com os cartões, outra pessoa fica com o CPF, para que o doente não faça crédito, nunca ir ao shopping sozinha. Cada um na família vai descobrir e desempenhar um novo papel para a saúde desta pessoa.

“Vi o caso de um casal bem-sucedido, eles eram funcionários concursados e tinham um bom patrimônio e um excelente padrão de vida. A mulher teve depressão e desenvolveu a compulsão por compra. Ela então foi gastando o dinheiro indiscriminadamente, o marido, por sua vez, via os rombos na conta bancária e tinha que se desfazer dos bens do casal para quitar as dívidas. Foi descoberto então, que ela tinha um trauma de abandono. No final eles já não tinham mais nada, se separaram, passaram a morar de aluguel e, se antes andavam de carro zero, passaram a andar de Fusca. O padrão de vida mudou completamente”, relata Sandra.

Tratamento

Para se tratar, a pessoa precisa ter consciência do problema e de que a compulsividade não irá aumentar sua autoestima ou a satisfação de viver procurar ajuda profissional especializada e comprometer-se com as mudanças cognitivo-comportamentais.  Além da terapia, que pode envolver a prescrição de medicamentos, os grupos de autoajuda, como os Devedores Anônimos (DA), são um recurso valioso no controle desse transtorno.
 

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Enviado por amiti em
O Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP busca pessoas de 21 a 60 anos, que apresentam compulsão/descontrole por compras (oniomania), para participar de estudo. Para os selecionados, serão oferecidos tratamentos médico, medicamentoso e psicoterápico. Oniomania ou Compras Compulsivas é caracterizado por: * Preocupação excessiva e perda de controle sobre o ato de comprar. * Aumento progressivo do volume de compras. * Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras. * Comprar para lidar com a angústia, ou outra emoção negativa. * Mentiras para encobrir o descontrole com compras. * Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar. * Problemas financeiros causados por compras. Os interessados deverão entrar em contato pelo telefone do Pro-AMITI (11) 2661-7805 ou enviar um e-mail com telefone de contato para compradorescompulsivos.hc@gmail.com Site:www.amiti.com.br https://www.facebook.com/hospitaldasclinicasdafmusp/photos/a.1398287123773264.1073741828.1391979501070693/1587938034808171/?type=1&theater

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