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Macaé, o paraíso das cachoeiras

seg, 01/08/2022 - 13:43 -- Divercidades
Categoria: 
Créditos: 
Arquivo Pessoal
mulher na cachoeira

Edição 60/2022
Texto: Juliana Carvalho

Estar em contato com a natureza, conhecer belas paisagens, desfrutar de cachoeiras e se aventurar por trilhas sem sair de Macaé? Sim, isso é possível! O movimento dos amantes das maravilhas que a região serrana tem a oferecer ganha cada vez mais adeptos que se encantam pela exuberante beleza natural de locais ainda pouco explorados.O interesse reforça uma tendência nacional, impulsionada no pós-período crítico da pandemia da Covid-19 e coloca Macaé definitivamente na rota do potencial da exploração do ecoturismo no Brasil.
Everaldo Esterque, conhecido como Vavá, é um dos pioneiros nessa exploração das belezas naturais da serra macaense. “Nascido e criado em Trapiche”, como ele mesmo faz questão de dizer, Vavá catalogou, de 2004 a 2010, 174 quedas d’água no município de Macaé, todas com registro fotográfico e mapeamento por GPS. O lazer se transformou em ofício, há cerca de 20 anos, Vavá atua como guia e, atualmente, através do “Vavá Trilhas Macaé”, compartilha seu conhecimento. A experiência também está registrada em livros. Vavá tem dois editados, um deles sobre a história de Macaé com fotografias dele, que foi lançado em 2008.Sou apaixonado pela serra. Promover as caminhadas vai muito além da questão financeira, é algo que eu gosto muito de fazer. Tudo começou na época em que eu trabalhava embarcado e ouvia muitas pessoas falarem que em Macaé não tinha nada para fazer. Eu pensava: como assim? A serra com esse potencial gigantesco. Foi aí que eu e minha esposa Érica iniciamos uma empresa de turismo de aventura e, agora, tudo acontece pela Vavá Trilhas”, conta ele, que é guia com cadastro no Ministério do Turismo pela Cadastur.Lugares paradisíacos e muito procurados, entre eles a Arataca, em Serra da Cruz, têm a visita viabilizada por meio de acordos que Vavá mantém com os proprietários das áreas. “Tudo é ajustado, dias, horários, quantidade de visitantes e tempo de permanência”, revela ele, que faz questão de incluir no valor do serviço, o seguro de cada participante. “Cada lugar tem sua peculiaridade e nível de dificuldade. Tudo é explicado para que o interessado se sinta confortável. A serra macaense tem muito a ser explorado pelo turismo. Vimos a procura aumentar durante a pandemia e se estabilizar agora, com a flexibilização. Mas é um mercado em crescimento e Macaé tem tudo para se destacar”, pontua.

Cachoeira de Água Morna – É fato ou fake?
Entre os destinos promovidos por Vavá, também está a tão falada cachoeira de água morna. O lugar fica a cerca de uma hora de caminhada do ponto de encontro oficial das trilhas de Vavá, o seu sítio que também funciona como hostel, na Estrada da Turma, em Trapiche. A chance de encontrar águas quentes entre as águas geladas da serra macaense atrai muitos curiosos. Após a caminhada, que leva até os cânions de Trapiche, os visitantes se deparam com uma queda d’água com temperatura mais amena. “Não tem explicação concreta. Neste ponto, a água é intrigantemente mais quente e vale a aventura de vir até aqui testar para saber”, afirma Vavá.

A aventura está on!
Lucas Azevedo é um legítimo “minhoca da terra”. Amante das belezas naturais da região serrana, ele cresceu convivendo entre esses atrativos, já que a família possuía um sítio na Bicuda Pequena. Na vida adulta, o hábito foi mantido e o refúgio de Lucas acabou despertando interesse em muitas pessoas a partir de suas postagens nas redes sociais. “Para mim, estar nesses locais é como estar em um lugar de paz. Muita gente só conhece Macaé por conta do trabalho e quando eu comecei a mostrar um pouco mais desse lado, acabei fazendo muitas amizades, muita gente me procurou querendo saber sobre esses lugares paradisíacos. Então, eu vi a importância de mostrar que Macaé não é só um lugar para trabalhar e que lazer aqui vai muito além dos “points” Cavaleiros e Pecado”, destaca.Lucas alerta também para o fato de que a maioria dos lugares tem acesso por mata fechada e que é preciso a adoção de cuidados antes de se aventurar. “A gente tem que lembrar que é um lugar de habitat selvagem, então é preciso estar sempre atento. Eu oriento, quando vamos em grupo, para as pessoas estarem com um sapato fechado, se possível de calça, serem cautelosos e  olharem antes de se apoiar em algum lugar”, detalha ele, que acredita que promover a serra macaense também é uma maneira de contribuir para sua preservação. “A melhor forma de despertar para a importância da consciência ambiental é conhecendo e valorizando aquilo que temos”, aponta.
A macaense Laís Vitória Moraes já morou nos distritos do Frade e Córrego do Ouro, experiência que só fortaleceu sua relação com a região serrana. “Sou apaixonada pelas cachoeiras de Macaé. Já estive em algumas como na Bicuda, Crubixais, Trapiche, é uma das que eu mais gosto é a da Estrela, em Glicério. Essa cachoeira é bem cercada pelo verde, tem uma parte rasa e funda, e o melhor, bate sol!”, detalha.
Estar nesses lugares é um ponto de refúgio para mim. É aonde você vai para desestressar, esquecer dos problemas”, afirma ela que costuma ir na companhia de amigos e diz que lugares novos só são visitados com o apoio de um guia. Laís coleciona aventuras como a caminhada de três horas até o “Portal do Céu”, localizado na Serra da Cruz. “Foi a trilha mais difícil, mas valeu muito a pena. Você vê o mar todo de Macaé e a cachoeira ali do seu lado”, relembra.
Mas não são só os nativos que se encantam pelo misto de aventura e lazer. Vanessa Araújo é paraense e encontrou no ecoturismo uma boa opção de lazer no período crítico da pandemia da Covid-19. “Eu sou uma pessoa que vem de um lugar onde tem muita natureza, que é o estado do Pará e, desde criança, sempre gostei de ter esse contato. Descobri o Vavá nas redes sociais e a primeira trilha que eu fiz foi a da Cachoeira da Fortuna. Já fiz várias desde então”, conta ela, que já foi em trilhas com a irmã e até com a mãe e o padrasto.
Todas as trilhas que eu faço são sempre com guia especializado. Eu não me arrisco. Amo o contato com a natureza, mas a segurança está sempre em primeiro lugar”, reforça Vanessa, que já participou de trilhas na modalidade “Water Trekking”, em que parte do passeio é feito dentro da água. “Foi a que eu mais gostei! É uma aventura realmente. Tem um ar todo especial de desafio. Além de você estar envolto com a natureza, com o ar puro, com a beleza da serra macaense que é sem igual, você fica em contato direto com a água, é uma delícia. A energia é totalmente diferente”, revela Vanessa que, após a primeira experiência no water trekking, já se equipou com uma sapatilha específica para andar na água e nas pedras dos rios. 

Macaé na rota do ecoturismo
Em Macaé, atualmente, são 40 guias de turismo regularizados no Cadastur, cadastro do Ministério do Turismo responsável por regulamentar os profissionais ligados a esse segmento no país. A página na internet https://cadastur.turismo.gov.br oferece mecanismos de buscas que permite ao turista se certificar sobre a atuação de guias e outros prestadores de serviços do setor.
Macaé é um destino de ecoturismo e turismo de aventura que oferece opções tanto na serra como no litoral. O fomento às atividades do setor vem sendo alvo de preocupação das autoridades, segundo explica o secretário municipal de Turismo de Macaé, Leonardo Anderson. “Estão sendo trabalhadas propostas visando adequar a visitação turística a alguns dos atrativos naturais mais procurados na serra macaense. A sinalização turística e adequação da estrutura de acesso são algumas dessas ações, que visam oferecer maior segurança e conforto aos frequentadores”, ressalta.

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