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Grupo Acto dedicação à cultura em Macaé

qua, 15/07/2020 - 11:14 -- Carlos Fernandes
Categoria: 
Créditos: 
Gianini Coelho
Grupo Acto

Texto Carlos Fernandes

Edição nº 47/Outubro 2017

Do inusitado encontro em um ônibus até a gestão de um dos mais importantes espaços de manifestação cultural de Macaé já são mais de três décadas. A paixão e o esforço pela arte permanecem intactos. Esta é a vida real dos integrantes do GrupoActo, que completa 31 anos atuando, não só no palco, mas também à frente do Centro Cultural Rinha das Artes.

A partir da sua fundação, em 13 de maio de 1986, a ideia de fazer algo diferenciado começou a ser experimentada no teatro do NEC, no anexo ao Colégio Matias Netto. Já nesta época, de acordo com a diretora da Rinha das Artes e integrante da companhia, Fátima Jorge, fazer teatro em Macaé era um desafio.  

A formação do GrupoActo começou em uma viagem onde surgiu esta sinergia entre alguns integrantes. Depois outras pessoas foram agregadas. Trabalhamos no Teatro do NEC por muito tempo, onde não havia palco e nem cadeiras para a plateia. Então tudo foi sendo feito de acordo com a realidade. Hoje, já são mais de 30 montagens”, resume.

Para trazer aos holofotes o potencial artístico que a cidade possui, em 2011 o Acto inaugurou a Rinha das Artes, onde realiza um trabalho de formação cultural.

Abrimos a Rinha das Artes sem dinheiro nenhum, em um local abandonado, transformando-o em uma casa de cultura. O espaço é público, mas conseguimos uma concessão de uso e partimos em busca de doadores que acreditaram no projeto. Assim, transformamos o que era uma “rinha de galo” em uma Rinha das Artes”, descreve Luiz Lelis, fundador do Grupo Acto e gestor do Centro Cultural.

Grupo Acto

Situada na Rua Dr. Júlio Olivier, 633, no Centro, a Rinha das Artes tem como um dos projetos mais importantes o “Acto Comunidade”, que nasceu da necessidade de buscar atores e que, a cada ano, atrai mais interessados. E outros também são realizados, como o “Samba da Rinha”, o “Acto em Cena”, o “Sábado em Cena”, o “Hallorock” e o “Rock in Rinha”. O espaço também está aberto aos produtores culturais para parcerias.

Mas, manter esta estrutura depende exclusivamente da união desses militantes da arte. Para eles, ainda faltam políticas públicas, patrocinadores e parceiros na iniciativa privada e o entendimento sobre o potencial transformador da cultura.

Na prática, as políticas culturais não funcionam como deveriam. Conseguimos tudo por meio de recursos próprios em sua absoluta maioria. Isso é reflexo da falta de uma política cultural. E esta cultura que há disponível, se unida às políticas de incentivo, poderia construir projetos que seriam legados para a cidade”, explica o também ator e diretor, Gilberto Alves.

Contudo, o espetáculo não pode parar. “Temos pessoas que fazem da arte uma missão. Perseveramos porque somos macaenses e amamos a cidade”, finaliza Fátima Jorge.

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