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Amantes do Vinho

ter, 28/04/2020 - 10:56 -- Fernanda Pinheiro
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Arquivo Alle Tavares

Um ritual bem antigo e delicioso. A explosão oca da rolha ao aroma subindo da taça. Uma ligação gastronômica que dura desde 7000 a.C e que consegue estruturar compêndios de história, estilo de vida e prazer. Vivenciar o universo do vinho é o desejo daqueles que gostam de unir conhecimento, diversão e arte, incluindo, é claro, algumas curiosidades também.
Há cada vez mais evidências científicas apontando para os benefícios desta bebida. O consumo moderado e regular de vinho pode reduzir o risco de doenças cardíacas, previne o câncer, doença de Alzheimer, acidentes vasculares cerebrais e problemas nas gengivas. Isso graças ao resveratrol, um antioxidante poderoso presente na casca das uvas que produzem o vinho tinto.Vinho na mesa
E as benesses dessa bebida dos deuses não param por aí: estudos indicam que uma taça de vinho faz o cérebro se exercitar mais do que quando resolve uma equação matemática. Ao ingerir a bebida, o cérebro é bombardeado com inúmeras informações simultaneamente, relacionadas a aromas, sabores e texturas. Todas essas sensações podem despertar reações emocionais, como um aroma que remete imediatamente ao passado e faz a pessoa voltar 20 ou 30 anos no tempo.
Por conta de tudo isso, o vinho tem entrado na lista dos consumidores brasileiros com mais frequência. Segundo dados da International Organization of Vine and Wine (OIV), o consumo per capita de vinho no Brasil foi de 1,84 litros em 2011. Em 2016, esse número passou para dois litros per capita. Em 2017, houve um aumento significativo do consumo, 22%. Este ano, dados divulgados pela Wine Inteligence’s Brazil Landscapes mostram que o mercado de consumidores de vinho   no Brasil saltou de 22 para 30 milhões.
Então, que tal uma taça de vinho agora mesmo? Atualmente, as formas de se comprar e consumir vinho se tornaram mais diversificadas e mais criativas também. Do moderno e inovador e-commerce com suas lojas virtuais à tradicional busca em restaurantes, adegas, supermercados e delicatessens espalhadas pelo país, os grupos de apreciadores de vinhos têm expandido suas possibilidades de degustação.
Bem tradicional, a Confraria Amantes do Vinho se reúne há aproximadamente 10 anos em torno de rótulos e garrafas interessantes. Com cerca de 12 participantes, o grupo, de Macaé, se reúne uma vez por mês em um jantar ou almoço harmonizado. Por encontro, são consumidos até 9 rótulos distintos, entre brancos, rosés, tintos e espumantes bem especiais.

Grupo de vinho
 

A nossa paixão por vinho é antiga, sempre procurávamos por encontros ou coisas que nos levassem a apreciar um bom rótulo. Foi então que um amigo em comum nos apresentou o Orlando de Carvalho. Começamos a chamar amigos e nos reuníamos em um restaurante da cidade, tudo bem informal. Esses encontros foram ficando sérios e o grupo, mais assíduo! Daí, criamos a Confraria. Hoje, contamos com mensalidade, estatuto e regras bem definidas”, explica Fernando Machado, que participa do grupo com sua esposa, Cristiane Silva.

Orlando de Carvalho

 

Para o presidente do grupo, Orlando de Carvalho, o bacana é oferecer aos associados rótulos desconhecidos de países sem tradição vinícola. “Antes, eu escolhia tema para os encontros, como país e tipo de uva. Hoje, estamos mais ecléticos. Tenho buscado rótulos da Croácia, Ucrânia, Bulgária e estamos nos divertindo muito com os resultados das degustações. Um outro exercício de pesquisa que ando realizando é com os rótulos brasileiros. Temos preconceito com nossos produtos, mas temos muitos vinhos bons nacionais, basta saber pesquisar!A gastronomia é fascinante quando falamos em interação e pessoalidade. O vinho e a comida nos unem, e isso é fantástico! Em nossos exercícios de degustação e harmonização, provamos cerca de três rótulos diferentes com um mesmo prato, e cada um disserta sobre o gosto, aromas e sensações”.
Ainda em Macaé, o grupo formado pela fotógrafa Alessandra Tavares (Alle), pelo engenheiro Diego Gil, pelo superintendente de produção Tiago Santana e pela pediatra Lídia Abreu adotou uma forma moderna de apreciar a bebida de Baco. Pelo WhatsApp, eles se comunicam e marcam seus encontros. Todos são assinantes de clubes virtuais de vinho. Por meio do e-commerce, os amigos apreciam rótulos e castas do mundo todo. “A grande vantagem dessas plataformas virtuais são os descontos, as revistas que recebemos de brinde pela assinatura que vem com receitas e dicas profissionais de harmonização, além do frete gratuito”, explica Alle.

 

Grupo de vinho em Macaé

 

O grupo de vinho do WhatsApp já tem seis anos. Começamos a degustar e conhecer graças à facilidade com que as informações são passadas para gente a respeito dos rótulos que recebemos todos os meses em casa. Para quem é iniciante nesta arte, é bem legal”, complementa Diego.
Os encontros e o vinho acabam nos aproximando cada vez mais, ficamos mais íntimos. Uma pena que em nossa região ainda falam muito de cerveja artesanal, criam festivais, mas para o vinho quase não encontramos nada”, queixa-se Tiago.
A empresária Michele Bichara Benjamin também é apaixonada por vinhos. Macaense, resolveu sair da administração pública, onde atuou até o ano de 2006, para se dedicar exclusivamente à sua empresa, a adega virtual Coccinele-Me. Atualmente, ela atende, além das pessoas comuns, empresas, como os restaurantes Barong e Niel. Michele também presta o serviço de pronta-entrega e atende clientes que precisam de rótulos em situações emergenciais, como um encontro de última hora ou um evento cuja organização precise de mais garrafas de vinho para atender os convidados.

 

Empresários
 

Como consumidora, sempre tive dificuldade de encontrar rótulos de vinhos interessantes para pronta entrega aqui na região. Odiava ter que ir ao supermercado e acabar comprando um rótulo comercial. Virei sócia de um clube virtual de vinhos e a minha adega começou a oferecer rótulos para amigos. Logo fui crescendo e hoje atendo cerca de 150 clientes para pronta entrega”, complementa Michele. Apesar de ter site, a empresária acaba atendendo mais via WhatsApp e ela própria faz as entregas. “Meu serviço é mais personalizado, pois conheço o gosto de meus clientes e faço questão de conversar sobre os rótulos e indicações. Os vinhos são entregues por mim e isso é um diferencial, como no caso do AbraãoJúnior, do Barong Gastrobar. Ele precisou atender uma cliente que resolveu fazer um fondue com os amigos de última hora e precisava de alguns rótulos específicos”, finaliza Michele, animada com os resultados do seu negócio na cidade.

 

Texto Fernanda Pinheiro

Edição nº 46/ Julho 2018

Revista Digital

 

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