Notícias e Variedades de Macaé
Início » Comment » Link permanente de comentário » Comentar

Comentar

Macaé tem aumento de casos da doença mão-pé-boca, mas não vive surto

ter, 10/04/2018 - 09:43 -- Leila Pinho
Categoria: 
Créditos: 
Foto: Mirella Mattos
bolhas na boca de criança com a doença mão-pé-boca

Uma doença desconhecida por grande parte da população tem assustado algumas mães e pais de Macaé e região. É que a cidade está tendo um aumento de casos da síndrome mão-pé-boca, tanto na rede pública, quanto na privada. Mas, não vive um surto da doença.

De acordo com a pediatra Tamara Inácio da Silva, a síndrome mão-pé-boca é uma doença viral, altamente contagiosa. Causada pelo vírus Coxsackie, a doença é transmitida pelo contato com as fezes, saliva, secreções que saem das bolhas (vesículas) que se formam no corpo do doente ou então, através de alimentos e objetos compartilhados. “Os sintomas começam com a febre alta, geralmente com dois ou três dias de febre, sem outro sintoma aparente. Depois a criança começa a encher de vesículas (bolhas) na boca. Nessa fase, a criança não quer comer, a alimentação fica difícil porque ela sente dor. E depois surgem as vesículas nos pés e nas mãos”, explica a médica. Segundo esclarece Tamara, essa doença geralmente acomete crianças de até 5 anos de idade. Mas, também pode ser transmitida para adultos, caso não haja medidas de prevenção.

A prefeitura de Macáe informou que a cidade não vive um surto da doença mão-pé-boca, mas que há aumento de casos. O órgão ressalta ainda que a doença é sazonal e característica deste período de outono e inverno. Em resposta, por e-mail, às perguntas da equipe de reportagem do Portal da DiverCidades, a prefeitura declarou que não tem o registro dos números consolidados de casos de doença mão-pé-boca, atendidos na rede pública municipal. “Não possuímos números, no momento, uma vez que a doença não é de notificação compulsória, ou seja, o registro no setor de vigilância e saúde não é obrigatório, ficando apenas registrado no boletim de atendimento na unidade em que o paciente foi atendido”, informa resposta da Secretaria de Comunicação da prefeitura de Macaé.

No Hospital da Unimed, em Macaé, também houve aumento de atendimento de casos da doença mão-pé-boca, segundo informações da assessoria de imprensa da Unimed Costa do Sol. Porém, o Hospital não informou sobre o número de casos atendidos. Em comunicado, o Unimed frisou que "está atenta à manifestação da doença e a equipe de pediatras está capacitada a dispensar o tratamento necessário".

Foto: Singulier Comunicação

médica Tamara Inácio da Silva

Mãe de Sofia Mattos, de 2 anos, a professora particular Mirella Mattos, de 23 anos, notou alguns sintomas diferentes na filha, na sexta-feira passada. Ela mora em Macaé, no bairro Mirante da Lagoa. “Ela voltou da escola bem caidinha, de madrugada deu febre alta e eu dei um remédio para abaixar a febre. Até achei que fosse gripe, mas o estranho é que ela não estava com o nariz escorrendo. No dia seguinte, começaram a aparecer algumas manchas em volta da boca e a febre continuou, depois surgiram outras manchinhas nas mãos e nos pés”, conta Mirella. Foi então que a mãe soube através de um grupo de WhatsApp, das mães da escola onde a filha estuda, que havia outra criança com os mesmos sintomas e com a doença mão-pé-boca. Foi assim que Mirella ficou sabendo sobre a existência dessa doença. Preocupada, Mirella entrou em contato com a pediatra de Sofia e seguiu as orientações médicas de continuar dando o remédio para a febre abaixar e aguardar a doença passar.

 

A enfermeira Deyse Letícia Leite e Lopes, de 33 anos, que mora em Rio das Ostras, também foi surpreendida com a doença. Sua filha Helena, de 2 anos, apresentou os sintomas no feriado da semana santa. A mãe conta que a criança teve febre e manchinhas na boca, pernas e braços. Deyse conta ainda que a filha estava prostrada, sem apetite e reclamando de dor na boca. “Levamos ela ao hospital e o médico diagnosticou a doença mão-pé-boca. Ele deu um atestado de 10 dias e me orientou a não levá-la pra creche, pra evitar de passar pra outras crianças”, fala Deyse.

Tanto Mirella, quanto Deyse relatam ter tomado ciência de casos da doença mão-pé-boca em outras crianças, próximas ao convívio delas.

A pediatra orienta aos pais que fiquem atentos aos sintomas e caso haja manifestação deles, levem logo ao médico. “Os pais podem confundir com outra doença ou achar que é só uma alergia. A mãe e o pai precisam ser orientados, porque a doença é altamente contagiosa. Os pais têm que ter muito cuidado com a higiene, deles e da criança”, avisa a médica. O vírus costuma desaparecer sozinho e, os medicamentos receitados pelos médicos atacam somente os sintomas da doença.

Como prevenir a síndrome mão-pé-boca

As principais formas de prevenção são através de cuidados com a higiene pessoal e, evitando a presença da criança doente em locais públicos, segundo esclarece a médica pediatra. Os pais devem lavar bem as mãos, sempre, e os alimentos também. As crianças com o vírus devem ficar, em média, cerca de 2 semanas em casa, até que o quadro melhore. É importante seguir a recomendação médica sobre o afastamento do convívio social, para evitar que a doença contamine mais pessoas. “A criança fica em média 2 semanas, em casa. Uma semana depois que desaparecem os sintomas, ainda há uma fase em que o vírus pode ser transmitido”, alerta Tamara.

Nas escolas e creches, os profissionais devem buscar mais informações sobre a doença e redobrar o cuidado de atenção aos sintomas, pois esses locais são propícios para a contágio. O simples ato de compartilhar um objeto, como uma chupeta, por exemplo, pode fazer com que o vírus de uma criança doente seja transmitido a uma sadia. “Temos que orientar as escolas e os profissionais, porque quanto melhor informados eles estiverem, menores são as chances de disseminação. Hoje, nós ainda vivemos um surto de conjuntivite e temos que ter cuidado para que a síndrome mão-pé-boca não vire um surto também”, pontua a pediatra Tamara.

Seu comentário será liberado pelo administrador. Informe-se sobre as regras de moderação de comentários no Termo de uso.
CAPTCHA
Resolva a soma abaixo por questões de segurança
11 + 7 =
Solve this simple math problem and enter the result. E.g. for 1+3, enter 4.