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Jejum Intermitente

qui, 10/09/2020 - 13:02 -- Ludmila Candeco
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Arte web

Se você é uma pessoa antenada aos assuntos divulgados pelas redes sociais relacionados ao emagrecimento, já deve ter ouvido falar sobre jejum intermitente. Apesar do termo ter se popularizado nos últimos anos, o jejum é uma prática milenar e muito comum em algumas religiões.
Mas afinal, o que é? Para que serve? E principalmente, como se faz?  Vamos conversar um pouco sobre esse assunto? Como o próprio nome já diz, o jejum intermitente é um período do dia, no qual nos privamos voluntariamente de consumir alimentos, com o objetivo de trazer alguns benefícios à saúde, melhoras clínicas e metabólicas.
Serve como redução de ingestão calórica, promovendo o emagrecimento. Mas também oferece um “descanso’’ ao corpo, pois durante esse tempo vamos conseguir regularizar algumas funções, como ajudar na produção dos hormônios do sono, melhorar a capacidade antioxidante e modulação de respostas inflamatórias, por exemplo.
Durante esse período da não alimentação, o corpo irá buscar o nosso “estoque’’ para fornecer energia. No primeiro momento, utilizamos o glicogênio, que está no fígado e no músculo e depois a gordura. Ao quebrar a gordura para fornecer energia (algo que não acontece de maneira tão rápida e simples), produzimos os chamados corpos cetônicos e aí, que o emagrecimento acontece. Porém, também é possível fazer o jejum sem emagrecer.
Para quem pensa que, apenas se esforçar para não comer por horas seguidas, com o intuito de emagrecer está realizando o tal jejum intermitente, não é bem por aí. Algo que sempre digo aos pacientes é que, o jejum não é uma gincana. Não é uma competição de quantas horas eu consigo ficar sem me alimentar “de boa”.


Existem vários protocolos que podem ser feitos. O mais comum é o jejum com janela de intervalo de tempo de 12/14/18 e até 24 horas sem comer. Quem irá decidir o melhor protocolo para cada caso e pessoa, é o profissional responsável pela sua alimentação. NUNCA FAÇA SEM ACOMPANHAMENTO!
E quais são os riscos de fazer jejum? O principal risco é você se privar por um longo período de ingerir alimentos e consequentemente nutrientes, podendo adquirir uma deficiência nutricional. Porque na realidade, o importante não é saber como fazer o jejum. Ninguém precisa te ensinar como não comer. O segredo é: o que, como, e quando comer. E lembre-se, que ao quebrar o jejum, é importante consumir alimentos saudáveis com índice glicêmico baixo, ou seja, alimentos que não façam sua glicose subir de uma forma rápida. Nada de pão, tapioca ou banana após o jejum.
E durante o jejum não pode consumir absolutamente nada? Pode sim! Água, água com gás, café e chás. Esses dois últimos, não podem ser adoçados com açúcar e nem adoçante.
Todo mundo pode fazer? Não, não! Existem sim algumas contraindicações. A prática não é recomendada para gestantes, diabéticos, crianças e idosos.
O exercício pode ser feito em jejum? Algumas pessoas conseguem e preferem. É possível sim, mas é importante saber qual exercício e qual o tempo de duração. Caminhada leve de 30 minutos, não teria problema.
Vale falar que o jejum é uma adaptação. No começo, é comum sentir vários sintomas ruins, como: dor de cabeça, fraqueza, sonolência e irritação. Após algum tempo realizando o jejum, isso tende a diminuir.
Para finalizar, o que precisamos para conseguir realizar um jejum bem feito, de forma correta para desfrutar dos seus benefícios, é uma dieta equilibrada, para ser realizada junto com ele. Então, não arrisque sua saúde se aventurando em um jejum sem orientação.
Um beijo da Nutri.

Contatos: 

IG Nutri Ludmila Candeco

Cel/Whats: 022 99906 0938

E-mail:

ludmilacandeco.nutricionista@hotmail.com

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