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O que fazer durante uma crise de pânico?

qua, 10/06/2020 - 10:21 -- Verônica Grijó
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Falta de ar e sensação de aperto no peito são os sintomas mais comuns durante uma crise de pânico

O transtorno do pânico é caracterizado por recorrentes episódios de ansiedade, medo intenso ou desespero, quando não há perigo real ou causa aparente. É associado a sintomas físicos e emocionais aterrorizantes como falta de ar, confusão mental, medo de morrer, taquicardia, dor no peito, nó na garganta, sensação de desmaio, formigamento, entre outros.
As crises podem ser experimentadas de diversas maneiras. Algumas pessoas sentem mais sintomas corporais ou as chamadas somatizações, já outras, sentem mais oscilação no humor. Na maioria dos casos, as pessoas experienciam sintomas mentais e corporais juntos.

O que pode ser feito?

Minha primeira sugestão é: se perceber. Quando essas crises apareceram? Quais tipos de pensamentos te levam pra esse caminho? Existem situações externas específicas que te influenciam?

A autoanálise e a percepção são as chaves para a melhora. Durante um processo psicoterápico, por exemplo, utilizamos esse espaço para investigação e acolhimento.
O que é muito comum durante as crises é vermos uma não aceitação ou tentativa de controle da crise. E isso faz com que ela se estenda por mais tempo, alcançando picos de adrenalina ainda maiores. Muitos estudos sugerem que, além do tratamento médico adequado, a forma como manejamos ou lidamos com as crises é um fator primordial para que elas diminuam ou desapareçam.

 

Algumas atitudes que podem ajudar no manejo da crise:

  • Colocar a atenção em um objeto que esteja mais próximo ajudará a retirar o foco dos sintomas corporais, o que faz acalmar até que todas as sensações desapareçam;
  • Recorrer a técnicas de relaxamento como, por exemplo, meditação ou oração;
  • Usar qualquer técnica de distração como uma conversa, música suave, palavras que acalmem;
  • Sair do ambiente onde se está e ir lavar o rosto e tomar um copo de água;
  • Controlar a respiração, inspirar e expirar lentamente, sem pressa;
  • Afrouxar as roupas, sentir-se o mais confortável possível;
  • Tentar evitar os pensamentos negativos, a matriz do pânico é o medo;
  • Tentar não ter medo do medo, e sim aprender com o medo. O medo existe para nos defender de algo, portanto é nosso aliado e não nosso inimigo;
  • Entender que, quanto mais medo eu tiver de entrar em crise, mais chances eu terei de ter uma crise.

 

Essas orientações são paliativas e podem ajudar bastante, mas não substituem a necessidade de tratamento com profissionais da saúde mental.

Verônica Grijó

Psicóloga Clínica

 

Veronica

Contatos:

IG Psicóloga Verônica Grijó

Cel: (22) 99811-1090

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